terça-feira, 2 de agosto de 2016

Na Semana da Amamentação, Drª Emanuela Alves fala sobre aleitamento materno e a sustentabilidade.

De 1 a 7 de agosto comemora-se a SEMANA DA AMAMENTAÇÃO e trazemos algumas informações sobre esta prática que é tão salutar para mãe e o seu filho.

O leite materno, além de ser o alimento ideal para o recém-nascido, proporciona outros benefícios, que refletirão por toda a vida da criança, e da mãe, pois facilita o relacionamento entre ambos.

A Academia Americana de Pediatria afirma que a alimentação ao seio materno é recomendada para todos os recém nascidos de termo e para os de pré-termo vigorosos, porque é nutricialmente equilibrada e facilita um estreito relacionamento mãe-filho.

A mãe pode escolher a posição para amamentar, desde que o bebê esteja inteiramente de frente para ela e bem próximo, com a barriga encostada no seu corpo. É importante que os dois se sintam confortáveis. A posição de amamentar deitada é aceita, desde que o braço da mãe seja o suporte para apoiar o bebê e a outra mão ajude na pega do seio. Deve-se ter cuidado com o pescoço e com a coluna do bebê. A cabeça e a coluna precisam estar alinhadas.

A mãe deve aproximar a boca do bebê bem de frente ao seu peito. Para estimular o bebê a abrir bem a boca, deve-se tocar os lábios dele com o bico do peito. O lábio inferior do bebê deve ficar abaixo do bico do peito, para que ele possa abocanhar a aréola – área mais escura e arredondada do seio. O queixo do bebê precisa tocar o seio da mãe. O pai e outros familiares podem e devem apoiar no momento da amamentação, ajudando no que for possível, fazendo carinho no bebê, cantando músicas ou colocando-o para arrotar.

O aleitamento materno fortalece os músculos dos lábios, boca e língua, preparando esses órgãos para o aprendizado da fala. Para outras informações ou em casos de dificuldade ou impossibilidade para amamentar, deve-se procurar a ajuda de um fonoaudiólogo, na maternidade ou no posto de saúde mais próximo.

Não se improvisa um período de aleitamento. Quantas mulheres com vontade de amamentar tiveram de sustar o aleitamento após poucas semanas ou mesmo poucos dias, por causa de falta de informação, ou por causa de um médico, ou parente, que as desanimou ao primeiro obstáculo encontrado. É, portanto, muito importante informar-se bem e preparar-se adequadamente.

Embora a maioria dos profissionais da saúde sejam favoráveis ao aleitamento natural, por reconhecer seus benefícios e vantagens, poucos são os que orientam as gestantes no cuidado dos seios durante a gravidez. Se a fisiologia da lactação, as vantagens do aleitamento natural e cuidados básicos com os seios fossem ensinados a elas, teríamos muito mais mães amamentando seus filhos, pois reconheceriam que amamentar é mais do que alimentar; é um ato de amor. Assim, compartilhamos da opinião de MARTINS FILHO (1987) ao considerar que: “Achamos que a mulher, antes de ter necessidades de amamentar pela primeira vez, deve ter tido sempre informações objetivas sobre o que vai ocorrer e qual a melhor técnica que deve ser empregada para oferecer seu leite ao bebê! Alguns erros freqüentes de técnicas são praticados por mulheres que, tendo mamilos contraídos, virados para dentro, ou muito pequenos ou muito grandes, não foram adequadamente preparadas e nem orientadas para fazer exercícios adequados, a fim de prevenir tais problemas.”

Vemos o quanto a orientação pode ajudar as futuras mamães a amamentarem seus filhos sem tanto sofrimento e, às vezes, traumas, pois o preparo adequado dos seios, pouco ou nenhuma dor lhes trará No entanto, o que a maioria dos médicos orientam, é que as gestantes passem óleo de amêndoa durante a gravidez, deixando a pele mais sensível, vulnerável a rachaduras, até que a sucção do bebê se encarregue de endurecê-la, quando as mães agüentam, ou então que, devido a dor, se faça uso da mamadeira. Se a mãe não estiver preparada para amamentar, provavelmente, passará a fornecer alimentação artificial ao seu bebê, e então, além do aspecto econômico, da adaptação ao leite, outros problemas poderão surgir, como os de sucção, deglutição que, certamente deixarão seqüelas, além de se perderer oportunidades ótimas para um relacionamento mais estreito entre mãe e filho.

Neste contexto, acreditamos ser de fundamental importância a atuação do fonoaudilógo no acompanhamento do pré-natal, para complementar as orientações dadas por obstetras e/ou pediatras, nem sempre conscientes das conseqüências de uma sucção inadequada.

Emanuela Alves: Fonoaudióloga; Doutorada em Neurociência pela UFRN-RN; Especialista em Neonatologia pela UNIFOR-CE; Especialista Oncologia Fonoaudiológica pelo A.C.Camargo-SP.

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